
Um dos maiores cineastas brasileiros está de volta! José Mojica Marins, 70 anos, acaba de filmar o final da trilogia do seu mais famoso personagem, Zé do Caixão, iniciada em 1964 com “À Meia-Noite Levarei sua Alma”, e em 1967, com "Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver". O novo filme, "A Encarnação do Demônio" segue a busca de Zé do Caixão em conceber um filho com a mulher perfeita. As filmagens terminaram em 20 de dezembro e o lançamento está previsto para agosto.
Considerado um dos cineastas mais originais e talentosos do Brasil, Mojica, porém sempre foi muito perseguido (principalmente na época da ditadura militar) e incompreendido. Cerca de 20 anos longe das câmeras por não encontrar produtores interessados, José Mojica acabou encontrando apoio do produtor Paulo Sacramento (“Amarelo Manga") e do diretor independente Dennison Ramalho.
Foram seis anos de trabalho. Neste período, Ramalho reescreveu o roteiro com Mojica e Sacramento foi atrás do dinheiro (conseguiu cerca de R$ 2 milhões) para iniciar o novo filme, em sociedade com a Gullane Filmes. Além destes parceiros, a fita conta com a participação de Zé Celso, Jece Valadão (que morreu no meio das filmagens) e figurinos do estilista Alexandre Herchcovitch.
Mojica conta que nestes 40 anos de experiência cinematográfica muita coisa mudou. O jeito de filmar mudou, a tecnologia transformou as câmeras, e Mojica viu-se com uma equipe de 70 pessoas, quando nunca havia usado mais de 15. Além disso, o cineasta se deparou com outros detalhes. "Hoje em dia, para filmar uma aranha é preciso ter certificado do Ibama", espanta-se.
Mas com o apoio recebido e a sede de voltar a fazer cinema, Mojica filmou como nunca havia filmado, informam os que já puderam conferir o novo trabalho. A essência de Mojica está lá. “A Encarnação do Demônio" tem cenas de arrepiar, nunca vistas no cinema brasileiro. Mojica descreve seu novo filme como um "festival de sadismo", com uma cena de impacto a cada dez minutos.
Uma das cenas mais impressionantes do filme, em que uma mulher é jogada no meio de três mil baratas, correu o risco de ser cortada. Nenhuma das atrizes se dispôs a fazer a cena, até que apareceu Leny Arc, uma atriz iniciante de 24 anos, que topou o desafio. Para completar, a equipe técnica também fez exigências para trabalhar: apareceu com roupa de escafandrista e botas de cano alto.
Mas com o apoio recebido e a sede de voltar a fazer cinema, Mojica filmou como nunca havia filmado, informam os que já puderam conferir o novo trabalho. A essência de Mojica está lá. “A Encarnação do Demônio" tem cenas de arrepiar, nunca vistas no cinema brasileiro. Mojica descreve seu novo filme como um "festival de sadismo", com uma cena de impacto a cada dez minutos.
Uma das cenas mais impressionantes do filme, em que uma mulher é jogada no meio de três mil baratas, correu o risco de ser cortada. Nenhuma das atrizes se dispôs a fazer a cena, até que apareceu Leny Arc, uma atriz iniciante de 24 anos, que topou o desafio. Para completar, a equipe técnica também fez exigências para trabalhar: apareceu com roupa de escafandrista e botas de cano alto.
Sacramento, o produtor, também apostou alto no filme de olho no mercado americano. Esquecido e pouco valorizado no Brasil, Zé do Caixão foi “descoberto” e lançado a ícone nos EUA, onde foi introduzido como Coffin Joe pela Something Weird, uma distribuidora de filmes alternativos. Lá (e em outros países) ele é reverenciado como um mestre do cinema trash. Enquanto isso, no Brasil...
Saiba mais sobre José Mojica Marins e seus filmes no site oficial: www2.uol.com.br/zedocaixao/
2 comentários:
Oi Yara! Legal falar de Zé do Caixão, uma figura comumente esquecida ou satirizada, sem msm buscar conhecer o q ele tem a mostrar. Blz msm a iniciativa. Bjãooo
Nem de longe passou pela minha cabeça de que voce é fã do Zé do Caixão. Sempre curti esse personagem e agora estou curioso para ver o filme.
Postar um comentário